Minigame feito no Scratch. Aos poucos vou atualizando e refinando. Quem puder comentar lá na página do Scratch mesmo, sobre possíveis melhorias, fico muito agradecido.
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sábado, março 21, 2015
quarta-feira, fevereiro 04, 2015
AS 10 REGRAS DO BOM E DO MAU ESTUDO
AS
10 REGRAS DO BOM ESTUDO:
1.
Use a “rememoração” (recall). Após ter lido uma página ou uma seção do livro, olhe
para o outro lado e tente lembrar as ideias principais. Faça poucas marcações
no texto e nunca marque nada que você não tenha memorizado. Tente se lembrar
das ideias principais quando estiver indo para a aula ou em um ambiente
diferente de onde você as aprendeu inicialmente. A habilidade de rememorar –
gerar as ideias internamente – é um dos indicadores chave do bom aprendizado.
2.
Teste a si mesmo.
Em tudo, todo o tempo. Os cartões são os seus amigos. Nesses cartões se pode
escrever uma pergunta/problema em um lado e a resposta/solução no outro. Também
é possível utilizar folhas de caderno dobradas com o mesmo intuito. A ideia é
tentar responder antes de ver a solução, obviamente. Lembrando: não é possível
aprender bem sem exercitar, não importa qual seja a disciplina (biologia,
geografia, matemática, química...).
3. “Chunking”. Precisamos formar chunks, que são pedaços ou grupos de
itens de memória. Eles funcionam como saltos mentais que te ajudam a unir
pedaços de informações através do significado. Exemplificando: eles te ajudam a
desvendar um quebra-cabeça sem que você tenha visto a imagem completa. O chunk pode consistir em algumas peças
unidas te dando uma dica sobre como é a imagem final do quebra-cabeça: mesmo
sem saber que tem em mãos um quebra-cabeça com a imagem de um tiranossauro, se você
conseguir unir um grupo de peças que mostre uma boca grande e cheia de dentes
pontudos, outro grupo mostrando aqueles bracinhos e ainda outro mostrando uma
cauda, esses pedaços de informações provavelmente o levarão a concluir que o
quebra-cabeça contém a imagem de um tiranossauro.
Acredita-se que a nossa memória operacional, a que
está ativa quando você tenta trazer à mente alguns conceitos a fim de
conectá-los com o intuito de resolver um problema ou entender algo novo, pode
manter quatro desses chunks de
informações em um determinado tempo.
O processo de chunking
consiste em entender e praticar a solução de um problema de forma que ela possa
vir de volta à mente instantaneamente. Após você ter resolvido um problema,
ensaie ele. Certifique-se de tê-lo resolvido inteiramente – cada passo. Faça de
conta que é uma música e aprenda a tocá-lo repetidamente na sua mente, de forma
que a informação se combine em um chunk
que pode ser acessado prontamente.
4. Espalhe a sua repetição. Espalhe o seu aprendizado sobre qualquer
assunto um pouco por dia, como um atleta. Você tem vários dias durante a semana
para fazer isso. O seu cérebro é como um músculo – ele só consegue lidar com
uma quantidade limitada de exercícios acerca de um assunto a cada vez.
5.
Alterne diferentes técnicas de resolução de problemas durante a sua prática. Nunca pratique por
muito tempo em uma sessão única usando apenas uma técnica – após um tempo, você
estará apenas imitando o que fez no último problema. Misture e trabalhe
diferentes tipos de problemas. Isso te ensina como e quando usar uma técnica.
(Normalmente os livros não são organizados dessa forma, então você terá de
fazer isso por conta própria). Após cada lição e teste, retorne aos seus erros,
certifique-se de que entendeu porque errou e então trabalhe de novo nas suas
soluções. Para estudar de maneira mais eficaz, escreva a mão (não digite!) um
problema do lado de um cartão e a solução no outro. (Escrever a mão constrói
estruturas neurais mais fortes na memória do que a digitação). Você pode também
fotografar o cartão se quiser carregá-lo em um aplicativo de smartphone.
Teste-se aleatoriamente com diferentes tipos de problemas. Outra forma de fazer
isso é escolher aleatoriamente uma página com exercícios do seu livro, escolher
um e ver se você consegue resolver de imediato.
6.
Faça pausas.
É comum ser incapaz de resolver problemas ou entender conceitos em matemática e
ciências na primeira vez que você os vê. Esse é o motivo pelo qual estudar um
pouco por dia é muito melhor do que estudar tudo de uma vez. Quando você se
frustra com um exercício de matemática ou ciências, dê uma pausa de forma que
outra parte da sua mente possa assumir e trabalhar no plano de fundo.
7.
Use questionamentos explicativos e analogias simples. Sempre que você
estiver lutando com um conceito, pense, “como eu posso explicar isso de forma
que uma criança de 10 anos possa aprender?” Usar uma analogia ajuda bastante,
como dizer que o fluxo de eletricidade é similar ao fluxo de água. Não deixe a
sua explicação só no pensamento – diga em voz alta ou escreva. O esforço
adicional de falar e escrever te permite codificar mais profundamente o que
você está aprendendo (isto é, convertê-la em estruturas neurais de memória).
8.
Foque.
Desligue todos os alarmes do seu celular e do seu computador e acione um cronômetro
por 25 minutos. Foque intensamente nesse período e tente trabalhar o mais
diligentemente que você puder (para isso, mantenha-se longe de todas as
distrações). Após o término do período, dê a si mesmo uma pequena recompensa
divertida. Essa técnica de estudo é chamada Pomodoro. Algumas dessas sessões em
um dia podem realmente impulsionar os seus estudos. Tente ajustar os tempos e
os lugares de estudo – e não cheque o seu computador ou telefone, pois isso é
algo que você faz naturalmente.
9.
Lide primeiramente com o mais difícil. Faça a parte mais difícil no início do dia, quando
você ainda está descansado.
10.
Faça um contraste mental. Imagine de onde você veio e contraste com o sonho de
onde os seus estudos vão te levar. Poste uma imagem ou palavras no seu local de
trabalho ou estudo para lembrá-lo do seu sonho. Olhe para elas quando você
sentir falta de motivação. Esse trabalho todo vai compensar tanto para você
quanto para as pessoas que você ama.
AS
10 REGRAS DO MAU ESTUDO:
1.
Releitura passiva.
Sentar passivamente e correr os olhos pela página. A menos que você possa
provar que o material está se movendo para o seu cérebro, por rememoração das
ideias principais, sem olhar para a página, reler é uma perda de tempo.
2.
Excesso de marcações no texto. Marcar o texto pode enganar a sua mente te fazendo
pensar que você está botando algo no cérebro, quando o que você está fazendo é
apenas mexer a mão. Não tem problema marcar um pouco – algumas vezes pode ser
útil na identificação de pontos importantes, mas se você está usando as
marcações como ferramenta de memorização, certifique-se de que o que você marca
também está indo para o seu cérebro.
3.
Ver, apenas, a solução ou resposta de um problema e achar que você sabe como
resolvê-lo.
Esse é um dos piores erros que os estudantes cometem quando estudam. Você
precisa ser capaz de resolver um problema, passo a passo, sem olhar a resposta.
4.
Esperar até o último minuto para estudar. Você arriscaria ter uma lesão no
último minuto, se estivesse treinando para uma competição esportiva? O seu
cérebro é como um músculo – ele só pode lidar com uma quantidade de exercícios
limitada sobre um assunto de cada vez.
5.
Resolver repetidamente problemas de um mesmo tipo que você já sabe como
resolver.
Se você apenas sentar e resolver problemas similares durante a sua prática, não
estará realmente se preparando para um teste – é como se preparar para um
grande jogo de basquete treinando apenas o drible.
6.
Deixar as suas sessões de estudo se transformarem em sessões de bate papo. Checar as suas
resoluções de problemas com os amigos e fazer perguntas uns para os outros
sobre o que vocês sabem pode tornar o aprendizado mais agradável, revelar as
falhas no seu pensamento e aprofundar a sua aprendizagem. Mas se as suas
sessões de estudo em grupo se transformam em diversão antes do trabalho ter
sido terminado, você está perdendo o seu tempo e deveria se juntar a outro
grupo de estudos.
7.
Negligenciar a leitura do livro didático antes de começar a resolver os
exercícios. Você
mergulharia em uma piscina antes de saber nadar? O livro é o seu professor de
natação – ele te guia em direção às respostas. Você não vai conseguir nadar e
perder o seu tempo se não se importar em ler o livro. Porém, antes de começar a
ler, dê uma olhada rápida no capítulo ou seção para ter uma noção do que se
trata.
8.
Deixar de tirar dúvidas com os seus professores ou colegas de classe. Os professores estão
acostumados com os estudantes perdidos buscando ajuda – ajudar os estudantes é
trabalho do professor. Os professores se preocupam com os estudantes que não
vão até eles. Não seja um estudante assim, quando precisar, procure o professor.
9.
Pensar que você pode aprender em profundidade quando está sendo distraído
constantemente.
Cada olhadinha em uma mensagem ou conversa significa menos poder cerebral para
dedicar ao aprendizado. Cada instante de atenção interrompida arranca pequenas
raízes neurais antes de elas poderem crescer.
10.
Não dormir o bastante. O seu cérebro combina técnicas de resoluções de
problemas quando você dorme e também pratica e repete qualquer coisa que você
tenha botado em mente logo antes de ter ido dormir. A fadiga prolongada permite
o acúmulo de toxinas no cérebro e isso perturba as conexões neurais que você
precisa para pensar bem e rapidamente (dormir favorece o processo de eliminação
dessas substâncias tóxicas). Se você não tiver dormido bem antes de uma prova,
nada do que você fez vai fazer diferença.
Retiradas de: A Mind for Numbers:
How to Excel in Math and Science (Even if You Flunked Algebra), by Barbara
Oakley, Penguin, July, 2014.
Traduzido e adaptado por: Maximiliano Mendes.
Esse texto foi disponibilizado como material de
leitura do curso Learning how to learn: Powerful
mental tools to help you master tough subjects.
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terça-feira, dezembro 02, 2014
Ecologia 01 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas
Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas (Ecologia 01)
Maximiliano Mendes - 2014
Maximiliano Mendes - 2014
Ecologia, no âmbito da
biologia, é o estudo (logos) da casa
(oikos). Essa casa, basicamente, é o
planeta terra. Já a economia, campo de estudos que tem sido bastante
considerado no âmbito da biologia, é o manejo (nomos) da casa.
A ecologia consiste no estudo científico das interações entre os seres vivos e o ambiente físico. Esse estudo normalmente se dá em nível de populações, comunidades e ecossistemas, ou seja, níveis hierárquicos de organização biológica superiores ao organismo. Como pesquisam os ecossistemas, os estudos ecológicos podem incluir também o ambiente físico. Os elementos físicos e químicos do meio são chamados fatores abióticos, ao passo que aqueles referentes aos organismos são os chamados fatores bióticos. Como exemplo, se considerarmos um lago como o nosso ecossistema, os peixes e os outros organismos, mais as interações entre eles, são os fatores bióticos, ao passo que a temperatura da água, concentração de certas substâncias na água, grau de turbidez e outros, são fatores abióticos. Os fatores bióticos e abióticos interagem e são influenciados uns pelos outros.
Na imagem temos um exemplo de ecossistema aquático: um aquário! Apesar de ser um ecossistema artificial, projetado pelo homem, possui componentes bióticos, como os peixes, as plantas e os micro-organismos, e também os constituintes abióticos, como a intensidade da luz, a presença de substâncias químicas dissolvidas na água, a presença de terra como substrato e outros. Esses componentes bióticos e abióticos interagem entre si. Por exemplo, as plantas e algas precisam de energia luminosa para realizar a fotossíntese e esse processo permite que haja a liberação de O2 para a água, o que permite a respiração dos outros organismos. Imagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fish_tank_%282%29.jpg
Habitat e nicho ecológico:
Habitat é o local onde uma
espécie se encontra normalmente na natureza (onde ela habita), já o nicho
ecológico é o conjunto de interações que essa espécie tem com as outras e com o
ambiente físico, pode ser o seu papel ecológico em um ambiente. De forma
simples, o nicho é o trabalho da espécie e o habitat é onde ele mora. Exemplo:
um Leão tem como habitat a savana africana e o seu nicho é de predador (consumidor).
O urso polar e a foca vivem em no habitat ártico. Quanto ao nicho, o urso é, entre outras coisas, predador da foca. Já a foca, não sinta tanta pena, também é predadora e mata peixes inocentes para poder viver.
Falando em consumidores, predação
e tal...
Fluxo de matéria e energia em um ecossistema:
Um tipo de interação comum
entre os seres vivos de um ecossistema é aquela na qual um organismo usa outro
como alimento. Pra que essa crueldade? Os organismos são constituídos de
matéria, então precisam de diversas substâncias para construir os seus corpos e
também de energia para manter o seu metabolismo. Os herbívoros são animais que
se alimentam de vegetais. Os vegetais dos quais os herbívoros se alimentam, por
serem autótrofos, são chamados de produtores: produtores de substâncias
orgânicas que servem de alimento para eles e para quem se alimenta deles. O herbívoro
é um consumidor, pois se alimenta de outro organismo.
Os produtores correspondem ao
que chamamos de primeiro nível trófico, pois, normalmente, são comidos por
outros organismos (normalmente, pois uma planta carnívora, por exemplo,
consegue utilizar outros organismos como alimento...). Os consumidores
correspondem aos níveis tróficos seguintes, o segundo, o terceiro e aí por diante.
Os herbívoros, por exemplo, correspondem ao segundo nível trófico e também são
chamados consumidores primários (os onívoros também podem ser consumidores
primários).
Então, a massa e a energia de
um ecossistema são transferidas de um organismo para o outro por meio da
alimentação, assim, dizemos que as sequências de organismos que se alimentam
uns dos outros são chamadas cadeias alimentares. As cadeias incluem vários
níveis tróficos e nelas há um fluxo de energia decrescente, mas que mantém a
vida em um ecossistema.
Os organismos de um
ecossistema, ao morrerem, sofrem a ação de outros, chamados decompositores, que
são fungos e bactérias capazes de utilizar a matéria orgânica de um organismo
morto e retornar substâncias inorgânicas mais simples para o ambiente. Os
organismos chamados detritívoros, como as minhocas e alguns besouros que se
alimentam de fezes não são decompositores, mas, como eles, alimentam-se de restos
de outros organismos, como as fezes, diminuem ainda mais o tamanho das
partículas e, assim, ajudam a acelerar o processo de decomposição. Tanto os
decompositores quanto os detritívoros são saprotrofos, organismos que se
alimentam de matéria orgânica morta, como os corpos, as folhas que caem das
árvores, as fezes que até podem cair das árvores, mas vem de outro lugar e etc.
Como vários dos organismos
podem participar de mais de uma cadeia alimentar, inclusive como consumidores
de níveis tróficos distintos, um diagrama que mostre mais de uma cadeia
alimentar interligada é chamado de teia alimentar.
Nessa teia alimentar simplificada, perceba que a serpente pode ser um consumidor secundário e também um consumidor terciário. O homem, o predador mais brutal de todos, pode ocupar qualquer nível trófico, menos o de produtor, claro.
Nessa teia alimentar simplificada, perceba que a serpente pode ser um consumidor secundário e também um consumidor terciário. O homem, o predador mais brutal de todos, pode ocupar qualquer nível trófico, menos o de produtor, claro.
O principal fornecedor de
energia para a manutenção das cadeias alimentares na terra é o sol, que fornece
energia luminosa para os organismos autótrofos fotossintetizantes. Mas há
também outros fornecedores, como por exemplo, as fontes hidrotermais, que
provêm CO2 e sulfeto de hidrogênio (H2S) para que algumas
bactérias quimiossintetizantes utilizem essas substâncias em reações de
oxidação e possam produzir as substâncias orgânicas que lhes servem de
alimento. Os quimiossintetizantes, ao invés de se valerem da energia luminosa,
utilizam a energia liberada em reações de oxidação-redução nas suas reações de
síntese de substâncias orgânicas (quimiossíntese). A figura abaixo mostra uma
dessas fontes hidrotermais.
Tanto a matéria quanto a
energia de um sistema fechado não podem ser nem criadas e nem destruídas. Os
ecossistemas terrestres são sistemas abertos e a energia para mantê-los vem de
uma fonte externa ao sistema, como o sol (a fonte mais comumente mencionada), e
sai do sistema na forma de calor liberado pelas reações metabólicas dos
organismos. Essa energia pode ser transferida e transformada, porém, sempre
diminui de um nível trófico para o outro. A massa presente em um ecossistema,
ao contrário da energia, pode ser reciclada, como por exemplo, um átomo de carbono
que faz parte de uma molécula de CO2, depois de uma molécula de
glicose e depois novamente do CO2.
Assim, a transferência de
energia, seja qual for a fonte, é unidirecional e parte é perdida de várias
formas: o organismo não consegue absorver todos os nutrientes do alimento que
ingere, ele usa parte da energia adquirida na manutenção do seu próprio
metabolismo e também parte da energia é perdida na forma de calor. Estima-se
que, em média (e para facilitar a sua vida no nível médio), apenas aproximadamente
10 % da energia de um nível trófico passa para o nível seguinte. Por exemplo: quando
um gato come um rato, ele aproveita 10 % do total que, em teoria, o rato
poderia ter lhe fornecido, pois o resto é perdido.
Existem diagramas ilustrativos
sobre as quantidades de biomassa, energia e números de indivíduos em uma cadeia
alimentar, são as chamadas pirâmides. Biomassa é a quantidade de massa em um
nível trófico, por unidade de área ou volume (nesse caso, para os ecossistemas
aquáticos).
Quando se quer mostrar os
números de indivíduos em cada nível trófico se utilizam as pirâmides de
números, nas quais a base representa o primeiro nível trófico. Se o interesse
for mostrar a quantidade de biomassa em cada nível trófico do ecossistema são
utilizadas as pirâmides de biomassa.
Exemplos hipotéticos de
pirâmides de números. Note que, nesses casos, nem sempre o número de indivíduos
da base ou de um determinado bloco é maior. No exemplo da direita, uma árvore
pode alimentar muitas cigarras.
Exemplos hipotéticos de
pirâmides de biomassa. Dê atenção especial para essa do fitoplâncton, pois é um
clássico.
Como é normal a base da figura
ser o bloco mais largo e os blocos seguintes até o ápice irem ficando cada vez
mais curtos, às vezes refletindo as perdas de energia ao longo da cadeia
alimentar, adotou-se o nome de pirâmide para esse tipo de representação. Porém,
é bom destacar que, como visto nas figuras, em certos casos os diagramas não
apresentam um formato exatamente piramidal, pois a base pode ser mais estreita
que o segundo bloco, como nos casos em que um produtor é capaz de sustentar
muitos consumidores primários ou quando os produtores conseguem se multiplicar
muito rápido e os consumidores primários se alimentam de um grande número deles
(exemplo: fitoplâncton e zooplâncton nos ecossistemas aquáticos). Outro
exemplo, similar, poderia ser o de um búfalo cheio de carrapatos malditos, que
são predados por aves.
Uma garça procurando carrapatos crocantes nas costas de um búfalo.
Uma garça procurando carrapatos crocantes nas costas de um búfalo.
As pirâmides de energia
mostram a quantidade de energia potencial química disponível em cada nível
trófico, sendo que a base também representa os produtores e os blocos seguintes
os vários consumidores. Como o fluxo de energia é unidirecional, esse tipo de
pirâmide sempre tem a base mais larga e o ápice mais curto, ou seja, sempre são
pirâmides mesmo.
Pirâmides hipotéticas de
energia. Note que, mesmo para o caso anteriormente citado das cadeias
alimentares de ambientes aquáticos nos quais os números de organismos do
fitoplâncton são menores que os do zooplâncton, ainda assim, a energia
disponível no nível do fitoplâncton é maior que a energia disponível no zooplâncton.
Por fim, a quantidade de
biomassa produzida pelos autótrofos, considerando certo período, área ou
volume, é o que se chama de produtividade primária bruta (PPB). Produtividade
primária líquida, PPL, é a PPB - R, onde R corresponde ao que os autótrofos
consomem na respiração. Assim, a PPL corresponde ao que está disponível para os
heterótrofos. O termo produtividade secundária se refere à produção de biomassa
pelas reações anabólicas dos heterótrofos. A produtividade pode ser expressa em
unidade de massa/unidade de área ou volume/unidade de tempo.
É também interessante notar
que os ecossistemas com as maiores taxas de PPL são os aquáticos, em resumo,
porque no caso dos ecossistemas terrestres, as plantas, que são os produtores
apresentam grandes quantidades de tecidos ou mortos ou não fotossintetizantes,
ao contrário dos principais produtores dos ecossistemas aquáticos, o fitoplâncton.
REFERÊNCIAS:
Begon, Townsend & Harper. Ecology: from individuals to ecosystems.
4th ed. Blackwell Publishing. 2006.
Campbell, Reece et al. Biologia. 8ª ed. Artmed.
2010.
Linhares & Gewandsznajder.
Biologia Hoje. 2ª ed. Ática. 2013.
Vol. 3.
http://www.bbc.co.uk/schools/gcsebitesize/science/add_ocr_gateway/green_world/decayrev1.shtml
http://www.bbc.co.uk/schools/gcsebitesize/science/add_ocr_gateway/green_world/decayrev1.shtml
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segunda-feira, setembro 29, 2014
Gametogênese - A produção dos gametas
GAMETOGÊNESE
Maximiliano
Mendes
A gametogênese
é o processo de geração dos gametas, as células reprodutivas haploides que
contêm apenas um conjunto cromossômico (n). Na nossa espécie o número diploide
(2n) de cromossomos é 46. Assim, n = 23 cromossomos e cada gameta possui então
22 autossomos, os cromossomos 01 ao 22 (um de cada) e um cromossomo sexual, que
pode ser o X ou o Y.
Os dois processos que veremos de forma simplificada
aqui são a espermatogênese e a ovulogênese, a produção dos espermatozoides e a dos óvulos.
Espermatogênese:
Ocorre nos testículos, mais especificamente nas
paredes dos túbulos seminíferos. É um processo dependente da ação dos hormônios
FSH (hormônio estimulante dos folículos, os folículos são estruturas ovarianas) e testosterona. O FSH é produzido pela adenoipófise e as
células responsáveis pela produção da testosterona são as células intersticiais
(antes chamadas células de Leydig). O hormônio luteinizante (LH) influencia a secreção da testosterona pelas células intersticiais.
O FSH
promove a meiose 1 e torna as células chamadas epiteliócitos sustentadores
responsivas ao hormônio testosterona. A testosterona, que atua mais diretamente
nos epiteliócitos sustentadores (antes chamadas células de Sertoli) promove o
processo como um todo, inclusive a espermiogênese, o desenvolvimento de
espermátides em espermatozoides, que inicia nos túbulos seminíferos e termina
nos epidídimos. Os epiteliócitos sustentadores inclusive nutrem as espermátides
durante a espermiogênese. O processo completo dura aproximadamente três meses.
A espermatogênese inicia ainda no desenvolvimento
embrionário, intensifica-se a partir da puberdade e persiste durante a vida
adulta do homem. Porém, lembre-se que antes da puberdade e na terceira idade a
produção de espermatozoides é menos intensa, inclusive, porque a produção de
testosterona também é.
A imagem a seguir resume o processo. Estão
representados dois cromossomos apenas, um homólogo do outro.
No esquema, as espermatogônias são células da
linhagem germinativa que se multiplicam e depois se diferenciam em
espermatócitos I, células diploides que irão gerar, após a meiose I, duas
células haploides, os espermatócitos II. Essas células têm os cromossomos
duplicados, com duas cromátides irmãs, porém, são haploides, pois cada uma tem
apenas um deles, no caso da imagem, ou o vermelho ou o laranja. Os espermatócitos
II, por sua vez, passam pela meiose II e geram quatro células haploides com um
cromossomo simples, não duplicado, as espermátides. As espermátides irão se
diferenciar em espermatozoides após um processo de diferenciação chamado
espermiogênese, que termina nos epidídimos.
A figura abaixo mostra um espermatozoide maduro com as suas principais estruturas:
A figura abaixo mostra um espermatozoide maduro com as suas principais estruturas:
Ovulogênese:
Ocorre nos folículos ovarianos, as unidades
funcionais e fundamentais dos ovários. Cada folículo é uma região onde se
localiza um ovócito I, estacionado na prófase I da meiose I, circundado por camadas
celulares.
A ovulogênese é iniciada ainda na fase fetal, no 3º
mês de desenvolvimento e cessa antes do nascimento, de forma que a mulher nasce
com aproximadamente 1 – 2 milhões de folículos, dos quais muitos degeneram até
a puberdade. Da puberdade a menopausa, aproximadamente 500 folículos amadurecem
(esses números variam muito dependendo da fonte que se lê, mas com esses aí dá
pra ter uma ideia geral). *Note que o que cessa após o nascimento é a geração de novos folículos ovarianos e ovócitos I. Após o nascimento a ovulogênese prossegue, a cada ciclo menstrual, com os ovócitos I previamente gerados.
No que diz respeito às ações dos hormônios
envolvidos, depende da ação do FSH e do LH. O FSH, assim como na
espermatogênese, promove o término da meiose I ao passo que o LH promove a
liberação do ovócito II ao agir nas camadas foliculares e na parede do ovário.
Ao término da meiose I, são geradas duas células
haploides: uma pequena chamada primeiro glóbulo ou corpúsculo polar e outra,
bem maior, o ovócito II, que inicia a meiose II, mas pára na metáfase II
(ovócito I, prófase I – ovócito II, metáfase II. É um saco ter de decorar isso,
mas enfim...).
O ovócito II é a célula liberada no processo de
ovulação e é nela que o espermatozoide irá entrar no processo de fertilização ou
fecundação. A fertilização promove o término da meiose II e então são geradas
duas células: o óvulo (com o espermatozoide dentro) e um segundo corpúsculo
polar. O primeiro corpúsculo polar também passa pela meiose II e gera dois
outros corpúsculos, mas apesar de serem gerados esses três, todos degeneram. No
fim das contas só interessa mesmo gerar uma célula grande, o óvulo, que retém
praticamente todo o citoplasma do ovócito I. A figura a seguir resume o
processo a partir das ovogônias, as células da linhagem germinativa.
A figura abaixo mostra a estrutura simplificada de um ovócito II liberado na ovulação e ainda não fertilizado. Note que ele se encontra estacionado na metáfase II.
A zona pelúcida é uma camada de glicoproteínas que reveste o ovócito II e está envolvida no reconhecimento entre gametas da mesma espécie. A corona radiata (ou simplesmente coroa radiada) é uma camada de células remanescentes do folículo ovariano.
A zona pelúcida é uma camada de glicoproteínas que reveste o ovócito II e está envolvida no reconhecimento entre gametas da mesma espécie. A corona radiata (ou simplesmente coroa radiada) é uma camada de células remanescentes do folículo ovariano.
Ainda é controverso, mas talvez seja possível que a
ovulogênese também possa ocorrer em mulheres adultas.
Referências:
Sadler, TW. Langman’s
Medical Embriology. 12th
ed. Lippincot. 2012.
Moore,
KL & Persaud, TVN. Embriologia Básica. Tradução da 7ª edição
americana. Elsevier. 2008.
Amabis &
Martho. Biologia das Células. 3ª Ed.
Moderna. 2010.
Campbell, Reece et
al. Biologia. 8ª Ed. Artmed. 2010.
Hacker, Gambone & Gobel. Hacker and Moore’s Essentials of Obstetrics and Gynecology. 5th
Ed. Elsevier. 2009.
Linhares & Gewandsjnajder. Biologia Hoje. Vol 1. 2ª ed. Ática. 2013.
Wikipédia
em língua inglesa, várias entradas sobe o tema.
http://www.embryology.ch/anglais/cgametogen/planmodgametogen.htmlhttp://www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(05)00650-1?_returnURL=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0092867405006501%3Fshowall%3Dtrue
http://www.nature.com/nature/journal/v428/n6979/full/nature02316.html?foxtrotcallback=true
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Testosterona
segunda-feira, setembro 08, 2014
O CICLO MENSTRUAL
O CICLO MENSTRUAL
Maximiliano Mendes
A menstruação é a
eliminação de sangue e camadas do endométrio caso não ocorra a fertilização e a implantação do embrião. Essa eliminação se dá pela vagina.
O endométrio é
uma membrana mucosa que reveste o interior do útero e sofre espessamento para
permitir que um embrião possa se implantar nele.
Membranas mucosas
são revestimentos constituídos basicamente de um tecido conjuntivo coberto por
um tecido epitelial. Essas membranas estão envolvidas nas funções de secreção e
absorção e o nome mucosa é devido ao fato de que secretam um mucopolissacarídeo
chamado mucina.
O ciclo menstrual
é basicamente o ciclo reprodutivo da mulher, no qual o organismo feminino se prepara
para a gestação (mas caso isso não ocorra, então ela menstrua). Durante os dias
do ciclo ocorrem mudanças hormonais que promovem mudanças fisiológicas nos
órgãos do sistema genital e também mudanças de comportamento como a tensão ou síndrome pré-menstrual.
Ao longo do ciclo menstrual, como veremos, o endométrio é
espessado e posteriormente é eliminado na menstruação. Quando não se está
grávida, não é interessante manter o endométrio espessado por questões
energéticas (maior quantidade de células, secreções e vascularização) e também
porque ele pode ser mais facilmente contaminado por patógenos. Assim, pode ser que
a menstruação tenha a função de eliminar espermatozoides e micro-organismos do
útero ajudando a prevenir possíveis infecções.
Como mencionado, caso não haja fertilização e posteriormente
um embrião não se implante no endométrio, ocorre a menstruação. No que tange a
duração, o ciclo menstrual é o período compreendido entre uma menstruação, dia
01 do ciclo, e o dia anterior a próxima. Para efeitos didáticos, vamos
considerar que o ciclo menstrual tem normalmente 28 dias, mas lembre-se de que,
no mundo real, essa duração varia.
No sentido reprodutivo, duas das coisas mais importantes que
acontecem no ciclo menstrual e serão destacadas aqui são a ovulação e o
espessamento do endométrio.
A ovulação é a
liberação de um ovócito II por um folículo ovariano, graças à ação dos
hormônios FSH e LH. Vamos admitir, para efeitos didáticos, que normalmente a
ovulação ocorre no dia 14 de um ciclo menstrual de 28 dias. Para saber qual é o
dia da ovulação, é necessário subtrair 14 do número de dias de um ciclo. Em um
ciclo de 28 dias, a ovulação ocorre no dia 28 – 14 = 14, já em um ciclo de 30
dias, a ovulação deve ocorrer no dia 30 – 14 = 16.
Os folículos ovarianos são as regiões funcionais dos
ovários, nas quais se encontram ovócitos I, estacionados na prófase I da meiose
I, revestidos por camadas de células. Esses ovócitos I são gerados durante o
terceiro mês de desenvolvimento intrauterino. O ovócito II liberado,
estacionado na metáfase II da meiose II, é a célula na qual o espermatozoide
irá penetrar, fazendo com que ela termine a meiose II e gere um óvulo (com o
espermatozoide dentro) e um corpúsculo polar.
Vejamos agora as funções dos principais hormônios envolvidos
no ciclo menstrual.
Hormônios
hipofisários:
São hormônios de natureza peptídica produzidos pela hipófise anterior (adeno-hipófise).
a) Hormônio estimulante dos folículos ovarianos (FSH – Follicle stimulating hormone): promove o desenvolvimento dos
folículos ovarianos no sentido de haver a liberação de um ovócito II. Durante
esse desenvolvimento, o ovócito I termina a meiose I, os folículos produzem
hormônios (veremos adiante), acumulam líquido, aumentam de tamanho e se
aproximam da superfície do ovário.
b) Hormônio luteinizante (LH – Luteinizing hormone):
promove a dissolução da parede do folículo e, com isso, a liberação de um
ovócito II (ovulação). O resultado disso é que o folículo ovariano se torna
aquilo que chamamos de corpo amarelo ou corpo lúteo (daí o nome luteinizante).
A ovulação ocorre então, graças à ação combinada desses dois
hormônios.
Apesar de o FSH e o LH atuarem em vários folículos, normalmente apenas um deles se desenvolve ao ponto de liberar um ovócito II. Caso haja a liberação e a fertilização de mais de um, podem ser gerados gêmeos dizigóticos.
Apesar de o FSH e o LH atuarem em vários folículos, normalmente apenas um deles se desenvolve ao ponto de liberar um ovócito II. Caso haja a liberação e a fertilização de mais de um, podem ser gerados gêmeos dizigóticos.
Hormônios ovarianos
(nesse contexto):
São hormônios esteroides (de natureza lipídica).
a) Estrógeno:
produzido pelos folículos ovarianos na medida em que se desenvolvem por
influência do hormônio FSH. O corpo amarelo também produz estrógenos. Esse hormônio promove o espessamento do endométrio. Detalhe:
“estrógeno” é um nome genérico para uma classe de hormônios, o estrógeno
específico nesse caso é o estradiol.
b) Progesterona:
produzida pelo corpo amarelo (ou corpo lúteo), que é o nome dado ao folículo
ovariano após a liberação do ovócito II. Promove a continuidade do espessamento
do endométrio, impede que ele descame e também impede que o útero se contraia. A progesterona é o hormônio
“pró-gestação” (o nome não significa isso, o prefixo pro é no sentido de inicial, anterior, assim como em "procarionte").
Posteriormente, caso haja gestação, a placenta também produz estrógenos e progesterona.
Posteriormente, caso haja gestação, a placenta também produz estrógenos e progesterona.
Na figura abaixo vemos um resumo sobre a ação e os alvos dos
quatro principais hormônios envolvidos no ciclo menstrual:
Na figura abaixo são resumidos os principais componentes e
eventos relacionados ao ciclo menstrual, considerando um ciclo de 28 dias, com
ovulação no 14º dia e no qual não houve fertilização:
A parte mais importante a ser entendida nessa figura é o
gráfico onde são mostradas as concentrações dos hormônios durante o
ciclo. Na primeira metade do ciclo, note que, na medida em que o FSH e o LH são
liberados a concentração de estrógeno sobe, pois os folículos vão se
desenvolvendo e produzindo esse hormônio.
Agora se segura aí que vai complicar. No geral, o estrógeno inibe a liberação de FSH
e LH, porém, Por motivos ainda não completamente entendidos, quando a concentração de estrógeno chega próxima do máximo, note
no gráfico que o efeito passa a ser o contrário e ele então promove um aumento
rápido na liberação do FSH e do LH, picos
na liberação desses hormônios. O pico na liberação de LH faz com que a ovulação
ocorra.
Após a ovulação, com o surgimento do corpo amarelo, a concentração de progesterona sobe, e muito, pois o corpo amarelo começa a
produzir esse hormônio (continua produzindo estrógeno também). Graças a ação da progesterona a
temperatura do organismo sobe cerca de 0,5°C. Correlacionado ao pico na liberação de LH a consistência de um muco
produzido por glândulas no colo do útero se torna mais líquida e
escorre. Esse muco tem consistência bastante viscosa. Ambas as coisas são bons
indícios de que a ovulação aconteceu e isso pode ser usado como contraceptivo
ou para auxiliar a mulher a engravidar, informando os melhores momentos para
evitar ou consumar o ato da cópula. Após o dia da ovulação, as concentrações de progesterona sobem bastante e isso está torna o muco cervical mais espesso, inclusive capaz de tampar a abertura do colo do útero e impedir a entrada de mais espermatozoides/esperma.
Na segunda metade do ciclo note que as concentrações de FSH
e LH descem após os picos de liberação e isso se deve ao fato de que a
combinação progesterona mais estrógeno inibe a liberação desses hormônios
(lembre-se do detalhe sobre o estrógeno, concentrações mais altas ainda desses
hormônios têm o efeito contrário). Mais próximo do final do ciclo menstrual as
concentrações de progesterona e estrógeno caem também, porque o corpo amarelo degenera. Acredita-se que a queda desses hormônios seja o fator responsável pelos
sintomas da síndrome pré-menstrual:
dores nas articulações, dores de cabeça, insônia, sensibilidade nas mamas e
vários outros. Por isso as mulheres ficam com o humor alterado e indispostas.
No final do ciclo menstrual as concentrações de todos os
hormônios estão baixas e isso causa a constrição das artérias do endométrio.
Por conta disso o endométrio espessado, que estava sendo mantido pela
progesterona, rompe, descama e é eliminado com sangue através da vagina: é a
menstruação, o primeiro dia de mais um ciclo menstrual.
Observações:
Tempos máximos de viabilidade dos espermatozoides e do ovócito II no
organismo feminino (quanto tempo essas células podem permanecer vivas e funcionais):
Espermatozoides: aproximadamente cinco dias.
Ovócitos II: aproximadamente 24 h (pode até durar ~48h).
Período fértil
feminino: é o período com a maior probabilidade de ocorrer a fertilização.
Pode-se admitir que vai dos dias 11 ao 17 do ciclo, baseado no tempo de
viabilidade dos gametas e possíveis alterações no dia da ovulação. Se você
mulher começar a menstruar hoje, hoje é o primeiro dia do seu ciclo menstrual.
Ciclos estrais: só os humanos e alguns outros primatas
passam por ciclos menstruais. Para a maioria dos outros mamíferos, o ciclo que
possuem é o estral, cujas diferenças principais são que, caso não haja fertilização,
o endométrio espessado é grandemente reabsorvido pelo útero então os fluxos
sanguíneos são reduzidos. Para um bicho no mato isso é muito bom, pois
economiza energia e nutrientes, além de não espalhar cheiro de sangue
sinalizando que é uma refeição. Além desse aspecto, normalmente os animais de
ciclo estral só copulam no período próximo da ovulação, o chamado cio, no qual
as fêmeas exalam odores que deixam os machos surtados.
Referências:
Amabis &
Martho. Biologia das Células. 3ª Ed.
Moderna. 2010.
Campbell, Reece et al. Biologia. 8ª Ed. Artmed. 2010.
Hacker, Gambone & Gobel. Hacker
and Moore’s Essentials of Obstetrics and Gynecology. 5th Ed.
Elsevier. 2009.
Linhares
& Gewandsjnajder. Biologia Hoje.
Vol 1. 2ª ed. Ática. 2013.
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